Na maioria das vezes
Fui minoria
Sempre agi como queria
Como queriam não quis
Quisera não ter sabido
Como é a pressão de ser esquecido
Gostei de upar-me envaidecido
Do estômago da ostra inserido
E passear nauseabundo e sujo
Com o ego lustrado e... rindo
A escória conta estórias
De quem lhes joga esmolas
E no vácuo das batalhas
Freando o ego esse safado
Afastando os parasitas
Plantando flores
Soltando pipas
Há lodo sob o cristalino
quinta-feira, 20 de março de 2008
Um Show
A turba adentra
Ânimos
Guiados pelas notas
Que os guiam
Num consolo em rebeldia
Tantas intenções
Num mesmo espaço
Vícios que interagem
Frente ao palco
E aos ídolos
Concordam inebriados
Que sabem o que querem
Catarses múltiplas
De um mesmo ponto
Sóbrios chapados tontos
Personagens que não contracenam
De um mesmo conto
Sufocam enfeitiçados
(com alguns levantes)
Infinitos preconceitos
Retornam quase todos
Pras lidas do antes
Com histórias gloriosas
Estórias
Que belo feitiço coletivo
Essas orgias sonoras
Que alienam e revigoram
Ontem amanhã
Agora
Ânimos
Guiados pelas notas
Que os guiam
Num consolo em rebeldia
Tantas intenções
Num mesmo espaço
Vícios que interagem
Frente ao palco
E aos ídolos
Concordam inebriados
Que sabem o que querem
Catarses múltiplas
De um mesmo ponto
Sóbrios chapados tontos
Personagens que não contracenam
De um mesmo conto
Sufocam enfeitiçados
(com alguns levantes)
Infinitos preconceitos
Retornam quase todos
Pras lidas do antes
Com histórias gloriosas
Estórias
Que belo feitiço coletivo
Essas orgias sonoras
Que alienam e revigoram
Ontem amanhã
Agora
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
.Num quarto do passado
No corredor de minha história
Tem uma porta surrada
Pelos ventos do pecado
Do sagrado profano
Dos segredos mofos
Da gostosura afoita
Joguei fora a chave
O buraco da fechadura
É do tamanho de meu desejo
Estão lá todos meus beijos desejados
As meninas mais gostosas e interessantes
Que alguém chegou antes – não do meu querer-
Da minha paciência
Sempre zelei tanto meus amores de infância
Que nada nem eu os tocou
Vejo ali alguns pecados
Numa parte mais sombria do quarto
Nesta época separava amor e sexo
Coisa boba que adulto põe na cabeça de criança
Hoje quanto me sinto endurecido
Pervertido malamando
Dou um pulinho no quarto
Scaneio umas fotinhos fofas
Decoro meu peito marcado
Espano os porta-retratos
Arejo-o com pureza leveza...
Só a criança refaz
O que o adulto estraga
Tem uma porta surrada
Pelos ventos do pecado
Do sagrado profano
Dos segredos mofos
Da gostosura afoita
Joguei fora a chave
O buraco da fechadura
É do tamanho de meu desejo
Estão lá todos meus beijos desejados
As meninas mais gostosas e interessantes
Que alguém chegou antes – não do meu querer-
Da minha paciência
Sempre zelei tanto meus amores de infância
Que nada nem eu os tocou
Vejo ali alguns pecados
Numa parte mais sombria do quarto
Nesta época separava amor e sexo
Coisa boba que adulto põe na cabeça de criança
Hoje quanto me sinto endurecido
Pervertido malamando
Dou um pulinho no quarto
Scaneio umas fotinhos fofas
Decoro meu peito marcado
Espano os porta-retratos
Arejo-o com pureza leveza...
Só a criança refaz
O que o adulto estraga
Dança de adulto
O clube cheio de adolescentes
Alegres embebidos
Álcool frescor libido
Fazia algum tempo
Que não mais
Entrávamos nesses embalos
Estranhei alguma coisa
Um desconforto
Algo disforme
Sorri em meu silêncio
Pra não deixar
Minha amada intrigada
Meu resfolegar
Mostrava cansaço
Nossos corpos
Ocupando mais espaço
Achei um jeito
De encaixar direito
E dançamos
Nossas almas sorrindo
Leves
Nossos corpos
Fora bolhas
satisfeitos
Alegres embebidos
Álcool frescor libido
Fazia algum tempo
Que não mais
Entrávamos nesses embalos
Estranhei alguma coisa
Um desconforto
Algo disforme
Sorri em meu silêncio
Pra não deixar
Minha amada intrigada
Meu resfolegar
Mostrava cansaço
Nossos corpos
Ocupando mais espaço
Achei um jeito
De encaixar direito
E dançamos
Nossas almas sorrindo
Leves
Nossos corpos
Fora bolhas
satisfeitos
Se não inventassem...
Era uma vez...
Juro que viajei
Eu era tudo o que diziam
Acreditei em fantasias
Povoei minha imaginação
Tem tanta gente
Imagens lugares
Juro que se
Não tivessem inventado
Tantas estórias de mundos
E gentes várias...
E não pudesse eu
Me perder com tudo isso
Em meus pensamentos...
Não suportaria
Juro que viajei
Eu era tudo o que diziam
Acreditei em fantasias
Povoei minha imaginação
Tem tanta gente
Imagens lugares
Juro que se
Não tivessem inventado
Tantas estórias de mundos
E gentes várias...
E não pudesse eu
Me perder com tudo isso
Em meus pensamentos...
Não suportaria
Fugaz
Enquanto o ar leva esses gazes
Pelo céu afora
Elevo meu desejo
De ser teu... agora
Gasoso amor
Sol evapora
Nuvem clara
Escura e raios
Chuva na ladeira
Correnteza que não pára
Tenho-te aos pedaços
Água de copo que congela
Língua gelada
Dor na goela
Te respiro então
Lambo-te e um pouco sacio
Banho-me nas trovoadas
Me solto na corredeira
Mergulho no ralo
Foges pela carne e falanges
Explodes dos pulmões
Rasgas pela garganta
Tocas suave meu paladar
...ansioso
Te aguardo e sei que te acho
Num desses aguaceiros
De alguma estação
Pelo céu afora
Elevo meu desejo
De ser teu... agora
Gasoso amor
Sol evapora
Nuvem clara
Escura e raios
Chuva na ladeira
Correnteza que não pára
Tenho-te aos pedaços
Água de copo que congela
Língua gelada
Dor na goela
Te respiro então
Lambo-te e um pouco sacio
Banho-me nas trovoadas
Me solto na corredeira
Mergulho no ralo
Foges pela carne e falanges
Explodes dos pulmões
Rasgas pela garganta
Tocas suave meu paladar
...ansioso
Te aguardo e sei que te acho
Num desses aguaceiros
De alguma estação
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Esses Estranhos
Juro que não me encontrei
não me encontro
só escombros
cada pedra que coloco
erra o endereço
e quando tenho certeza do lugar
é o avesso
nunca sei
meu rosto
só na foto
o desgosto
eu sou só teimosia
o que esperam de mim
em mim não é primazia
tenho cada vez menos
telefones pra memorizar
os populares riem-me
e me acham divertido
os acho massantes
com seus problemas a resolver
ando preferindo me desativar
andar pé-ante-pé
pra não acordar-me
não me encontro
só escombros
cada pedra que coloco
erra o endereço
e quando tenho certeza do lugar
é o avesso
nunca sei
meu rosto
só na foto
o desgosto
eu sou só teimosia
o que esperam de mim
em mim não é primazia
tenho cada vez menos
telefones pra memorizar
os populares riem-me
e me acham divertido
os acho massantes
com seus problemas a resolver
ando preferindo me desativar
andar pé-ante-pé
pra não acordar-me
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