Sempre quis dar-me bem com muitas pessoas, poder dizer minhas sentimentalidades e ouvir mágoas e fanfarrices. Achei na breve meninice, que a rua tinha aconchego e carinho. Mas que merda, logo me xingaram com meus defeitos e eu no espelho, encolhendo o cenho pra buscar explicação; tinha não!
Fui ficando desconfiado, rebatendo, olhando de lado.Cheguei a resolver pendengas de moleque na pancada (na verdade, tapas com a mão quase fechada).
Quando adolescente, com algumas palavras rebuscadas, abandonei a pancada e fui pro debate – conversas de meio quilate!
Descobri que por mais que se queira o do contra ta na beira, louco pra entrar. Em se tratando de paixão então, oh vida desgramada.! As mais afortunadas de dinheiro e silhueta, parecem ter várias bucetas. Os ditos riquinhos bonitinhos devem ter mais que um pau, porque tem sempre um monte querendo. Enfim, com conhecimento, duro e no térreo da beleza, destilei meu lado ácido e caí pra destratar. Andei pelas bandas esquerdas, envermelhado e querendo igualdade social.
Percebi uns dias atrás que o caminho político-social que enveredei nada mais era que querer dar-me bem com todos e poder dizer minhas sentimentalidades...
Acabando essa prosa, vejo que a pena é que me da escora no desejo menino que em mim ainda mora de encontrar pessoas pra quem eu possa...
Sempre quis dar-me bem com muitas pessoas!
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domingo, 2 de setembro de 2007
sábado, 7 de julho de 2007
Meu jeito
Hoje corri pelado e contente,
Índio jovem no kuarup, virando gente.
Apanhei inocente, como os negros no pelourinho.
Debutei inocente como as donzelas
Do início do século passado.
Plantei açúcar e café. Achei ouro e fui roubado.
Construí igrejas, estradas, ferrovias, rodovias e,
Tudo mais que mandaram.
Tornei-me independente, inseguro, imaturo,
Enchi-me de gente: atraente, incompetente,
Indigente, decente, inteligente, arrogante,
Corrupta, crente, amável, carente, impotente,
(in) conseqüente, diferente, honesta, confiável,
Intragável, ingênua, bola-pra-frente.
Batizei-me em todas as crenças,
Abri-me para todos os povos.
Taxaram-me de pobre, subdesenvolvido,
Em desenvolvimento, tecnodependente.
Chamaram-me de futuro, de pulmão do mundo,
De terra de Deus.
Muitos acreditam que tenho jeito.
Outros, que não passo de um pesadelo.
Meu nome vem da brasa, deve ser por isso então,
Que tanto me incendeiam.
Hoje corri pelado e contente,
Índio jovem no kuarup, virando gente.
Apanhei inocente, como os negros no pelourinho.
Debutei inocente como as donzelas
Do início do século passado.
Plantei açúcar e café. Achei ouro e fui roubado.
Construí igrejas, estradas, ferrovias, rodovias e,
Tudo mais que mandaram.
Tornei-me independente, inseguro, imaturo,
Enchi-me de gente: atraente, incompetente,
Indigente, decente, inteligente, arrogante,
Corrupta, crente, amável, carente, impotente,
(in) conseqüente, diferente, honesta, confiável,
Intragável, ingênua, bola-pra-frente.
Batizei-me em todas as crenças,
Abri-me para todos os povos.
Taxaram-me de pobre, subdesenvolvido,
Em desenvolvimento, tecnodependente.
Chamaram-me de futuro, de pulmão do mundo,
De terra de Deus.
Muitos acreditam que tenho jeito.
Outros, que não passo de um pesadelo.
Meu nome vem da brasa, deve ser por isso então,
Que tanto me incendeiam.
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