No corredor de minha história
Tem uma porta surrada
Pelos ventos do pecado
Do sagrado profano
Dos segredos mofos
Da gostosura afoita
Joguei fora a chave
O buraco da fechadura
É do tamanho de meu desejo
Estão lá todos meus beijos desejados
As meninas mais gostosas e interessantes
Que alguém chegou antes – não do meu querer-
Da minha paciência
Sempre zelei tanto meus amores de infância
Que nada nem eu os tocou
Vejo ali alguns pecados
Numa parte mais sombria do quarto
Nesta época separava amor e sexo
Coisa boba que adulto põe na cabeça de criança
Hoje quanto me sinto endurecido
Pervertido malamando
Dou um pulinho no quarto
Scaneio umas fotinhos fofas
Decoro meu peito marcado
Espano os porta-retratos
Arejo-o com pureza leveza...
Só a criança refaz
O que o adulto estraga
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Dança de adulto
O clube cheio de adolescentes
Alegres embebidos
Álcool frescor libido
Fazia algum tempo
Que não mais
Entrávamos nesses embalos
Estranhei alguma coisa
Um desconforto
Algo disforme
Sorri em meu silêncio
Pra não deixar
Minha amada intrigada
Meu resfolegar
Mostrava cansaço
Nossos corpos
Ocupando mais espaço
Achei um jeito
De encaixar direito
E dançamos
Nossas almas sorrindo
Leves
Nossos corpos
Fora bolhas
satisfeitos
Alegres embebidos
Álcool frescor libido
Fazia algum tempo
Que não mais
Entrávamos nesses embalos
Estranhei alguma coisa
Um desconforto
Algo disforme
Sorri em meu silêncio
Pra não deixar
Minha amada intrigada
Meu resfolegar
Mostrava cansaço
Nossos corpos
Ocupando mais espaço
Achei um jeito
De encaixar direito
E dançamos
Nossas almas sorrindo
Leves
Nossos corpos
Fora bolhas
satisfeitos
Se não inventassem...
Era uma vez...
Juro que viajei
Eu era tudo o que diziam
Acreditei em fantasias
Povoei minha imaginação
Tem tanta gente
Imagens lugares
Juro que se
Não tivessem inventado
Tantas estórias de mundos
E gentes várias...
E não pudesse eu
Me perder com tudo isso
Em meus pensamentos...
Não suportaria
Juro que viajei
Eu era tudo o que diziam
Acreditei em fantasias
Povoei minha imaginação
Tem tanta gente
Imagens lugares
Juro que se
Não tivessem inventado
Tantas estórias de mundos
E gentes várias...
E não pudesse eu
Me perder com tudo isso
Em meus pensamentos...
Não suportaria
Fugaz
Enquanto o ar leva esses gazes
Pelo céu afora
Elevo meu desejo
De ser teu... agora
Gasoso amor
Sol evapora
Nuvem clara
Escura e raios
Chuva na ladeira
Correnteza que não pára
Tenho-te aos pedaços
Água de copo que congela
Língua gelada
Dor na goela
Te respiro então
Lambo-te e um pouco sacio
Banho-me nas trovoadas
Me solto na corredeira
Mergulho no ralo
Foges pela carne e falanges
Explodes dos pulmões
Rasgas pela garganta
Tocas suave meu paladar
...ansioso
Te aguardo e sei que te acho
Num desses aguaceiros
De alguma estação
Pelo céu afora
Elevo meu desejo
De ser teu... agora
Gasoso amor
Sol evapora
Nuvem clara
Escura e raios
Chuva na ladeira
Correnteza que não pára
Tenho-te aos pedaços
Água de copo que congela
Língua gelada
Dor na goela
Te respiro então
Lambo-te e um pouco sacio
Banho-me nas trovoadas
Me solto na corredeira
Mergulho no ralo
Foges pela carne e falanges
Explodes dos pulmões
Rasgas pela garganta
Tocas suave meu paladar
...ansioso
Te aguardo e sei que te acho
Num desses aguaceiros
De alguma estação
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Esses Estranhos
Juro que não me encontrei
não me encontro
só escombros
cada pedra que coloco
erra o endereço
e quando tenho certeza do lugar
é o avesso
nunca sei
meu rosto
só na foto
o desgosto
eu sou só teimosia
o que esperam de mim
em mim não é primazia
tenho cada vez menos
telefones pra memorizar
os populares riem-me
e me acham divertido
os acho massantes
com seus problemas a resolver
ando preferindo me desativar
andar pé-ante-pé
pra não acordar-me
não me encontro
só escombros
cada pedra que coloco
erra o endereço
e quando tenho certeza do lugar
é o avesso
nunca sei
meu rosto
só na foto
o desgosto
eu sou só teimosia
o que esperam de mim
em mim não é primazia
tenho cada vez menos
telefones pra memorizar
os populares riem-me
e me acham divertido
os acho massantes
com seus problemas a resolver
ando preferindo me desativar
andar pé-ante-pé
pra não acordar-me
Pssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
Uma luz na madrugada
Um lampejo na má drogada
Mau lampejo
Bem drogada
Sem luz
Drogada
No fim da noite
Fim da droga
Muita droga pouco efeito
Caminhando sem tino
Acabar: qual droga?
Um lampejo na má drogada
Mau lampejo
Bem drogada
Sem luz
Drogada
No fim da noite
Fim da droga
Muita droga pouco efeito
Caminhando sem tino
Acabar: qual droga?
domingo, 2 de setembro de 2007
Teias
Sempre quis dar-me bem com muitas pessoas, poder dizer minhas sentimentalidades e ouvir mágoas e fanfarrices. Achei na breve meninice, que a rua tinha aconchego e carinho. Mas que merda, logo me xingaram com meus defeitos e eu no espelho, encolhendo o cenho pra buscar explicação; tinha não!
Fui ficando desconfiado, rebatendo, olhando de lado.Cheguei a resolver pendengas de moleque na pancada (na verdade, tapas com a mão quase fechada).
Quando adolescente, com algumas palavras rebuscadas, abandonei a pancada e fui pro debate – conversas de meio quilate!
Descobri que por mais que se queira o do contra ta na beira, louco pra entrar. Em se tratando de paixão então, oh vida desgramada.! As mais afortunadas de dinheiro e silhueta, parecem ter várias bucetas. Os ditos riquinhos bonitinhos devem ter mais que um pau, porque tem sempre um monte querendo. Enfim, com conhecimento, duro e no térreo da beleza, destilei meu lado ácido e caí pra destratar. Andei pelas bandas esquerdas, envermelhado e querendo igualdade social.
Percebi uns dias atrás que o caminho político-social que enveredei nada mais era que querer dar-me bem com todos e poder dizer minhas sentimentalidades...
Acabando essa prosa, vejo que a pena é que me da escora no desejo menino que em mim ainda mora de encontrar pessoas pra quem eu possa...
Sempre quis dar-me bem com muitas pessoas!
Fui ficando desconfiado, rebatendo, olhando de lado.Cheguei a resolver pendengas de moleque na pancada (na verdade, tapas com a mão quase fechada).
Quando adolescente, com algumas palavras rebuscadas, abandonei a pancada e fui pro debate – conversas de meio quilate!
Descobri que por mais que se queira o do contra ta na beira, louco pra entrar. Em se tratando de paixão então, oh vida desgramada.! As mais afortunadas de dinheiro e silhueta, parecem ter várias bucetas. Os ditos riquinhos bonitinhos devem ter mais que um pau, porque tem sempre um monte querendo. Enfim, com conhecimento, duro e no térreo da beleza, destilei meu lado ácido e caí pra destratar. Andei pelas bandas esquerdas, envermelhado e querendo igualdade social.
Percebi uns dias atrás que o caminho político-social que enveredei nada mais era que querer dar-me bem com todos e poder dizer minhas sentimentalidades...
Acabando essa prosa, vejo que a pena é que me da escora no desejo menino que em mim ainda mora de encontrar pessoas pra quem eu possa...
Sempre quis dar-me bem com muitas pessoas!
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