No corredor de minha história
Tem uma porta surrada
Pelos ventos do pecado
Do sagrado profano
Dos segredos mofos
Da gostosura afoita
Joguei fora a chave
O buraco da fechadura
É do tamanho de meu desejo
Estão lá todos meus beijos desejados
As meninas mais gostosas e interessantes
Que alguém chegou antes – não do meu querer-
Da minha paciência
Sempre zelei tanto meus amores de infância
Que nada nem eu os tocou
Vejo ali alguns pecados
Numa parte mais sombria do quarto
Nesta época separava amor e sexo
Coisa boba que adulto põe na cabeça de criança
Hoje quanto me sinto endurecido
Pervertido malamando
Dou um pulinho no quarto
Scaneio umas fotinhos fofas
Decoro meu peito marcado
Espano os porta-retratos
Arejo-o com pureza leveza...
Só a criança refaz
O que o adulto estraga
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
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