Meu menino tímido singelo e educado,
Que brincava de pique – esconde e de bola-de-gude.
Vivia solto pelas ruas da cidade. Calção, camiseta, e, pé - descalço.
Um dia, teve que sair para um outro mundo.
Meu jovem desconfiado e inseguro, pé atrás para tudo,
Com medo de andar pelas ruas, de soltar-se em diálogos,
De dar bom dia e sorrir, construiu um mundo.
Aqui, vivo enclausurado com os meus.
Pouco saio ou converso.
Televisão, computador, medo e saudade.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Crime na cooperativa em 195l
Crime na cooperativa em 1951
Em 1951, O ex-prefeito Daniel Bruning morava próximo da ponte que leva à nova estrela (hoje pertencente a Lúcio Mattei), e vendia pão, de casa em casa ,utilizando para isso, uma charrete (aranha). Com os negócios aumentando e querendo construir uma padaria no centro, próximo a igreja matriz, ofereceu seu terreno para o cunhado Lucas Schlickmann que na época, não possuía o valor exigido como entrada pelo Sr. Daniel. Decidiu então oferecer uma parte do terreno para Leonardo Niehues, presidente da cooperativa onde trabalhava. Como Leonardo já tinha um terreno extremante, resolveu então comprar. Com a venda desta parte para Leonardo, Lucas, deu a referida entrada exigida e parcelou o restante. Para abrir uma picada em meio ao mato para dividir o terreno, contrataram Saul Mauricio. Durante o serviço, Saul Mauricio perguntou a Lucas se podia ir morar na casa que era de Daniel Bruning. Lucas lhe disse que já havia acertado com outra pessoa. Lucas relata que na hora percebeu que Saul não tinha gostado de receber não como resposta, mas, não deu importância.
Uma semana após, na noite do dia 28 de junho, Lucas Schlickmann estava trabalhando na cooperativa, fazendo sorvete e atendendo fregueses. Naquela época, era necessário fazer sorvete à noite, pois durante o dia, toda energia produzida pela represa, era utilizada pelo engenho de farinha de Humberto Hobold e Antonio Philippi. Lucas atendia no balcão quando de repente se surpreende com Saul Mauricio tentando entrar na cooperativa montado em um cavalo. Lucas o impediu dizendo que ali não era estrebaria. Resolvido a questão, voltou para seus afazeres. Quando foi pegar uma garrafa que estava em cima do balcão do bar, Saul o atacou com uma faca, lhe acertando no pescoço, que mesmo protegido com golas de camisa e de casaco, furou, atingindo a veia jugular. Saul continuou desferindo estocadas em Lucas que para se defender agarrou o punhal com a mão, lhe causando um ferimento cuja cicatriz, trás consigo de lembrança. Lucas e Saul rolaram pelo assoalho, o sangue espirando da veia, encharcava o chão. Ao perceber a gravidade do ferimento, empurrou Saul para longe. Saul se evadiu do local galopando em seu cavalo. Lucas rapidamente pegou um maço de algodões e o pressionou no local por onde o sangue saia. Isidoro Bett ficou cuidando de Lucas enquanto Theodoro Stang foi chamar Leonardo Niehues para levar Lucas ao hospital em Braço do Norte. Na mesma hora, alguém foi até Orleans (pois a margem direita do rio pertencia a Orleans) buscar a polícia para prender Saul Mauricio.
Ao chegarem à casa de Saul, ele não queria sair. Foi informado pelos policiais que caso não saísse, sua casa arderia em chamas. Saul mesmo contrariado se entregou. Foi levado para Orleans onde foi julgado e cumpriu pena de reclusão de um ano.
No hospital em Braço do Norte, Lucas foi tratado pelos Doutores Dique e Lapa, médicos que pela escassez de recursos da época, muito faziam para salvar seus pacientes. Uma semana no hospital e recebeu alta para voltar para casa. Mais alguns dias de repouso e já estava de volta ao trabalho.
Saul Mauricio após ter cumprido a sentença, voltou para São Ludgero. Algum tempo depois tentou pular a cerca do campo de futebol, foi impedido, puxou briga e então apanhou muito e foi embora da cidade.
Daniel Bruning terminou a padaria, vendeu alguns anos depois para a família Philippi e foi eleito prefeito de São Ludgero em 1962.
Lucas Schlickmann pode ser visto diariamente na secretaria da casa paroquial onde realiza seu trabalho com carinho e alegria apesar, de seus oitenta e três anos.
Em 1951, O ex-prefeito Daniel Bruning morava próximo da ponte que leva à nova estrela (hoje pertencente a Lúcio Mattei), e vendia pão, de casa em casa ,utilizando para isso, uma charrete (aranha). Com os negócios aumentando e querendo construir uma padaria no centro, próximo a igreja matriz, ofereceu seu terreno para o cunhado Lucas Schlickmann que na época, não possuía o valor exigido como entrada pelo Sr. Daniel. Decidiu então oferecer uma parte do terreno para Leonardo Niehues, presidente da cooperativa onde trabalhava. Como Leonardo já tinha um terreno extremante, resolveu então comprar. Com a venda desta parte para Leonardo, Lucas, deu a referida entrada exigida e parcelou o restante. Para abrir uma picada em meio ao mato para dividir o terreno, contrataram Saul Mauricio. Durante o serviço, Saul Mauricio perguntou a Lucas se podia ir morar na casa que era de Daniel Bruning. Lucas lhe disse que já havia acertado com outra pessoa. Lucas relata que na hora percebeu que Saul não tinha gostado de receber não como resposta, mas, não deu importância.
Uma semana após, na noite do dia 28 de junho, Lucas Schlickmann estava trabalhando na cooperativa, fazendo sorvete e atendendo fregueses. Naquela época, era necessário fazer sorvete à noite, pois durante o dia, toda energia produzida pela represa, era utilizada pelo engenho de farinha de Humberto Hobold e Antonio Philippi. Lucas atendia no balcão quando de repente se surpreende com Saul Mauricio tentando entrar na cooperativa montado em um cavalo. Lucas o impediu dizendo que ali não era estrebaria. Resolvido a questão, voltou para seus afazeres. Quando foi pegar uma garrafa que estava em cima do balcão do bar, Saul o atacou com uma faca, lhe acertando no pescoço, que mesmo protegido com golas de camisa e de casaco, furou, atingindo a veia jugular. Saul continuou desferindo estocadas em Lucas que para se defender agarrou o punhal com a mão, lhe causando um ferimento cuja cicatriz, trás consigo de lembrança. Lucas e Saul rolaram pelo assoalho, o sangue espirando da veia, encharcava o chão. Ao perceber a gravidade do ferimento, empurrou Saul para longe. Saul se evadiu do local galopando em seu cavalo. Lucas rapidamente pegou um maço de algodões e o pressionou no local por onde o sangue saia. Isidoro Bett ficou cuidando de Lucas enquanto Theodoro Stang foi chamar Leonardo Niehues para levar Lucas ao hospital em Braço do Norte. Na mesma hora, alguém foi até Orleans (pois a margem direita do rio pertencia a Orleans) buscar a polícia para prender Saul Mauricio.
Ao chegarem à casa de Saul, ele não queria sair. Foi informado pelos policiais que caso não saísse, sua casa arderia em chamas. Saul mesmo contrariado se entregou. Foi levado para Orleans onde foi julgado e cumpriu pena de reclusão de um ano.
No hospital em Braço do Norte, Lucas foi tratado pelos Doutores Dique e Lapa, médicos que pela escassez de recursos da época, muito faziam para salvar seus pacientes. Uma semana no hospital e recebeu alta para voltar para casa. Mais alguns dias de repouso e já estava de volta ao trabalho.
Saul Mauricio após ter cumprido a sentença, voltou para São Ludgero. Algum tempo depois tentou pular a cerca do campo de futebol, foi impedido, puxou briga e então apanhou muito e foi embora da cidade.
Daniel Bruning terminou a padaria, vendeu alguns anos depois para a família Philippi e foi eleito prefeito de São Ludgero em 1962.
Lucas Schlickmann pode ser visto diariamente na secretaria da casa paroquial onde realiza seu trabalho com carinho e alegria apesar, de seus oitenta e três anos.
Até o próximo cio
Ela gosta que eu morda em seu pescoço, ombros,
Que aperte suas nádegas, lhe agarre por trás,
Segure firme em seus seios e os pressione.
Adora quando encho a mão com seu sexo e púbis.
Gosto de sentir seu sexo em minha mão.
Seus gemidos em suave falsete me excitam.
Seu beijo salivado me arrepia, formando uma derme-pêlo,
Feito gato acuado.
Sinto-me feliz suado, grudando.
Forma um amálgama prazeroso que anuncia,
Um breviário de uma eternidade em êxtase.
Ela chia quando goza. Estarrece dengosa, faz ar de saciada,
Anuncia entre bocas, que me espera, no próximo cio.
Que aperte suas nádegas, lhe agarre por trás,
Segure firme em seus seios e os pressione.
Adora quando encho a mão com seu sexo e púbis.
Gosto de sentir seu sexo em minha mão.
Seus gemidos em suave falsete me excitam.
Seu beijo salivado me arrepia, formando uma derme-pêlo,
Feito gato acuado.
Sinto-me feliz suado, grudando.
Forma um amálgama prazeroso que anuncia,
Um breviário de uma eternidade em êxtase.
Ela chia quando goza. Estarrece dengosa, faz ar de saciada,
Anuncia entre bocas, que me espera, no próximo cio.
Ao clitóris
Ao clítóris...
um cut...cut com o dedinho
um cafuné maciozinho
uma esticadela com os dentinhos e...
um monte de beijinhos.- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Adoro ouvir esse sonzinho.
um cut...cut com o dedinho
um cafuné maciozinho
uma esticadela com os dentinhos e...
um monte de beijinhos.- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Adoro ouvir esse sonzinho.
A dona
Tenho estado estático.
O nada em equilíbrio.
A massa ingerindo massa.
A balança é o que se movimenta.
Um nervoso de boca aberta saciando-se
Com carboidratos e calmantes.
Um hiato neblinoso e denso.
Aos sons de bips e celulares já abdiquei.
As imagens na tv mudam sem enredo.
Recusei até mesmo o medo.
Lacei a desesperança.
Consegui um atestado de noventa dias.
A geladeira está abarrotada.
Com os dois discos que não me enervam,
Vou ruminar meu desespero.
A depressão - é minha companheira e egoísta.
Esnobou-me por alguns anos.
- Oi, vim com as malas abarrotadas, tenho muito tempo,
Teu cérebro é um refugio pra uma boa temporada.
-Fique à vontade bela dona sugativa, tenho desejo de ser teu cicerone.
O nada em equilíbrio.
A massa ingerindo massa.
A balança é o que se movimenta.
Um nervoso de boca aberta saciando-se
Com carboidratos e calmantes.
Um hiato neblinoso e denso.
Aos sons de bips e celulares já abdiquei.
As imagens na tv mudam sem enredo.
Recusei até mesmo o medo.
Lacei a desesperança.
Consegui um atestado de noventa dias.
A geladeira está abarrotada.
Com os dois discos que não me enervam,
Vou ruminar meu desespero.
A depressão - é minha companheira e egoísta.
Esnobou-me por alguns anos.
- Oi, vim com as malas abarrotadas, tenho muito tempo,
Teu cérebro é um refugio pra uma boa temporada.
-Fique à vontade bela dona sugativa, tenho desejo de ser teu cicerone.
O VELHO ANJO
O arcanjo lhe deu a ordem: no final do quarto mês do sétimo ano, corte o cordão.
Anjo velho, meio chateado com aqueles milhares de anos de vida, resolveu ensimesmar. Deu pra bater asas por aí. Gostava de observar os erros de imberbes querubins. Vez por outra tropeçava nas barbas de algum santo, tonto, de tantos pedidos da turma da terra. Por se tratar de uma sumidade entre os assexuados, não sofria com a fiscalização. Sem os cuidados do velho anjo, Rojão seguia a esmo, quase santo entre a rapaziada. A bala perdida, quando tinha 17 anos, desviou no piercing do nariz. O tijolo caído do andaime resvalou na tábua conduzida pelo peão que esquecera o cigarro. O carro desgovernado mudou de rumo na tartaruga arrancada pelo desajeitado tratorista. O pitbull já havia pulado em direção a sua garganta, quando o fio de alta tensão se rompeu, após o curto circuito provocado pela vassoura caída do décimo andar. Num lapso de cumpridor de seus afazeres, o velho anjo lembrou da tarefa. Soprava entre tossidas cansadas as velinhas de seu octogésimo bolo quando, como que num vôo leve de uma folha de outono, seu corpo murcho encontrou sem alma, o chão que lhe daria a última morada.
Anjo velho, meio chateado com aqueles milhares de anos de vida, resolveu ensimesmar. Deu pra bater asas por aí. Gostava de observar os erros de imberbes querubins. Vez por outra tropeçava nas barbas de algum santo, tonto, de tantos pedidos da turma da terra. Por se tratar de uma sumidade entre os assexuados, não sofria com a fiscalização. Sem os cuidados do velho anjo, Rojão seguia a esmo, quase santo entre a rapaziada. A bala perdida, quando tinha 17 anos, desviou no piercing do nariz. O tijolo caído do andaime resvalou na tábua conduzida pelo peão que esquecera o cigarro. O carro desgovernado mudou de rumo na tartaruga arrancada pelo desajeitado tratorista. O pitbull já havia pulado em direção a sua garganta, quando o fio de alta tensão se rompeu, após o curto circuito provocado pela vassoura caída do décimo andar. Num lapso de cumpridor de seus afazeres, o velho anjo lembrou da tarefa. Soprava entre tossidas cansadas as velinhas de seu octogésimo bolo quando, como que num vôo leve de uma folha de outono, seu corpo murcho encontrou sem alma, o chão que lhe daria a última morada.
CARNE LARGADA
Cuspiu escarrado para o lado que a boca estava.
Até queria levantar e ir ao banheiro.
Sua cabeça era refém da gravidade.
Pensava em mexê-la.
O álcool ingerido havia relaxado totalmente os músculos.
Sabia que era ele que ali estava.
Pouco sabia do que fazer.
Deixara ser tomado, possuído.
Juntando acasos, ocasos e um triste caso,
Fez do descaso seu guia.
Tentaram magia, guia, despacho, vidência,
Benzedura, imposição de mãos, exorcismo,
Água benta e pastor evangélico.
Insistia em desistir.
A cama com o colchão já fundo,
Ar de moribundo,
Brisa trazendo cheiro de flores e velas,
Caras de quem chora,
Página quase virada,
De uma alma que largou vazia
A caixa de pandora.
Até queria levantar e ir ao banheiro.
Sua cabeça era refém da gravidade.
Pensava em mexê-la.
O álcool ingerido havia relaxado totalmente os músculos.
Sabia que era ele que ali estava.
Pouco sabia do que fazer.
Deixara ser tomado, possuído.
Juntando acasos, ocasos e um triste caso,
Fez do descaso seu guia.
Tentaram magia, guia, despacho, vidência,
Benzedura, imposição de mãos, exorcismo,
Água benta e pastor evangélico.
Insistia em desistir.
A cama com o colchão já fundo,
Ar de moribundo,
Brisa trazendo cheiro de flores e velas,
Caras de quem chora,
Página quase virada,
De uma alma que largou vazia
A caixa de pandora.
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