quinta-feira, 1 de maio de 2008

Que fim Che

Ao sentir o projeto perfurar-lhe a omoplata esquerda e o coração, lembrou-se da frase do Che ¨hai que endurecerse pero sin perder la ternura jamas¨.

Todos cismavam com aquele sorriso estampado em seu rosto.

Crtl +C

Crtl +C

Salvei na memória
Suas sinuosas
Ondulações glúteas

É só fechar os olhos
Para em
Perfeita simetria

Desfilarem
Pela bela rua
Que te sonhei

Do ex com amor

Noite de núpcias, lençol manchado de sangue, o instrumento rijo pingando, ela ali inerte, olhos parados no infinito.
...mãos cheias de celulares, noivo aflito!

Poema dedalista: Era eu erro

Poema dedalista: Era eu erro

O erro era
Era o erro
Um berro
Urro rubro
De roto rato
Bolor de queijo

Cuspi teu beijo
Acerto de rato
Furo no saco
Xixi lepto
Sobrevivência

Penicilina
Xô vagina
Desarme de
Armadilha
Nova rata
Vasta família

Erra eu erro
Eras de gelo
Vias em sê-lo
Alívio novo
Eu era o erro

Ao Alex Plank - Dedalista

Windows

- Sai daí minino! Té parece que vai conhecer o mundo pela janela!

Belezas de guri

Belezas de guri

Sempre quis descer rio abaixo, numa jangada de bananeira, desviando das pedras, recebendo água na cara nas correntezas. Não sabia em garoto que toda água doce corrente, vai salgar-se lá na frente. Eu queria é ficar descendo o rio a vida inteira, um rio infinito, com margens maravilhas, imagens ludibriantes, com todos aqueles crocodilos hollywoodianos e enormes hipopótamos boquiabertos me saudando de passagem. Uma quitanda vez por outra pra tomar um sabor regional e melar a boca nas polpas suculentas de frutas frescas e amanhecidas. Queria também ver os pinheiros e os plátanos e parar pra pescar truta no meu anzol com mosca. Teria é claro que levar um bom cobertor e improvisar uma barraquinha para nas nevascas eu não gripar. Daria assim a volta no mundo todo, sempre no sabor da gravidade, dando adeus pra chinêses, árabes e chayennes. Não conhecia as horas e delas independia.
... por quê me ensinaram geografia?

A vida em polegadas

A vida em polegadas

A tela fria traz-me o mundo
Frente a ela desaforo-me
Destilo todas as minhas sacanagens
Me abobadeço frente ao inusitado

Vejo fotos sem poder tocá-las
São frias
Acabamos até mesmo com o
Manusear das imagens

Meu monitor me assegura
Que afora os vírus
Muito pouco me ameaça

Compro e recebo
Vendo e entrego
Sentado a sua frente

Tenho amigos do peito
E todos sem defeitos
Não pedem grana emprestada
Não podem me acordar de madrugada
Nem me cornear podem

Estou sim mais família
Pelo menos fisicamente
Embora a alma
Voe contente

Sinto falta é claro
De sentir as pessoas
Ser babado por elas
Xingado, bulinado

Meus dedos nas teclas
Mouse
Meus olhos na janela
Protegido de ser
humano

quinta-feira, 20 de março de 2008

Hai que...

Na maioria das vezes
Fui minoria
Sempre agi como queria
Como queriam não quis

Quisera não ter sabido
Como é a pressão de ser esquecido

Gostei de upar-me envaidecido
Do estômago da ostra inserido
E passear nauseabundo e sujo
Com o ego lustrado e... rindo

A escória conta estórias
De quem lhes joga esmolas

E no vácuo das batalhas
Freando o ego esse safado
Afastando os parasitas
Plantando flores
Soltando pipas

Há lodo sob o cristalino

Um Show

A turba adentra
Ânimos
Guiados pelas notas
Que os guiam
Num consolo em rebeldia

Tantas intenções
Num mesmo espaço
Vícios que interagem

Frente ao palco
E aos ídolos
Concordam inebriados
Que sabem o que querem

Catarses múltiplas
De um mesmo ponto
Sóbrios chapados tontos
Personagens que não contracenam
De um mesmo conto

Sufocam enfeitiçados
(com alguns levantes)
Infinitos preconceitos

Retornam quase todos
Pras lidas do antes
Com histórias gloriosas
Estórias

Que belo feitiço coletivo
Essas orgias sonoras
Que alienam e revigoram
Ontem amanhã
Agora