Belezas de guri
Sempre quis descer rio abaixo, numa jangada de bananeira, desviando das pedras, recebendo água na cara nas correntezas. Não sabia em garoto que toda água doce corrente, vai salgar-se lá na frente. Eu queria é ficar descendo o rio a vida inteira, um rio infinito, com margens maravilhas, imagens ludibriantes, com todos aqueles crocodilos hollywoodianos e enormes hipopótamos boquiabertos me saudando de passagem. Uma quitanda vez por outra pra tomar um sabor regional e melar a boca nas polpas suculentas de frutas frescas e amanhecidas. Queria também ver os pinheiros e os plátanos e parar pra pescar truta no meu anzol com mosca. Teria é claro que levar um bom cobertor e improvisar uma barraquinha para nas nevascas eu não gripar. Daria assim a volta no mundo todo, sempre no sabor da gravidade, dando adeus pra chinêses, árabes e chayennes. Não conhecia as horas e delas independia.
... por quê me ensinaram geografia?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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