quinta-feira, 28 de junho de 2007

A dona

Tenho estado estático.
O nada em equilíbrio.
A massa ingerindo massa.
A balança é o que se movimenta.
Um nervoso de boca aberta saciando-se
Com carboidratos e calmantes.
Um hiato neblinoso e denso.
Aos sons de bips e celulares já abdiquei.
As imagens na tv mudam sem enredo.
Recusei até mesmo o medo.
Lacei a desesperança.
Consegui um atestado de noventa dias.
A geladeira está abarrotada.
Com os dois discos que não me enervam,
Vou ruminar meu desespero.
A depressão - é minha companheira e egoísta.
Esnobou-me por alguns anos.
- Oi, vim com as malas abarrotadas, tenho muito tempo,
Teu cérebro é um refugio pra uma boa temporada.
-Fique à vontade bela dona sugativa, tenho desejo de ser teu cicerone.

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