quarta-feira, 18 de julho de 2007

Augusto e Anjos

Eu sou aquele que ficou sozinho
Cantando sobre os ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!
(Augusto dos Anjos)

Lembro-me de Augusto
Nos devaneios
Nos dias novelos
Em que não os teço
Nem os desenrolo

De anjos no entanto
Nos percalços
Em que descalço
Tenho medo

No pútrido da vida
Anjos e Augusto
Na dor sentida
Encaixe justo

Na alegria os esqueço
A alegria é carro sem freio
Copo cheio
Desmedida

Ambos me consolam
Nos dias de solo
No grito de ajuda
Na paz da coxia

De mamãe o gosto por anjos
Dos dissabores por Augusto
São dois amores
Um Herdado outro adquirido

Torcem o nariz
Para os dois
Recebo-os
Ora pois.

Um comentário:

Você encontra presente para todos os gostos! disse...

Vim do BDE.Bom esse aqui, a Blogosfera agradece por mais um blog de qualidade. ABS Te vejo no Portal