Jaleco surrado
Apertado no lotação
Mão direita no ferro
Olhos cravados no chão
A chuva batendo no vidro
Escorre em ziguezague
Pelas ladeiras do subúrbio
Sacode feito enxágüe
Suporta artrite gota catarro
Verão inverno gracinha assalto
É árvore de ribanceira
Arcado pro abismo copa para o alto
Não se rendera aos percalços
Nem teve tempo para vício
Ganhar o pão os panos o aluguel
Ver na gurizada a alegria de seu sacrifício
Até seu semblante é honesto
Sua conduta irrepreensível
Fizera da vida o que sonhara
Sonhara um sonho plausível.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
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