domingo, 19 de agosto de 2007

Clar’almismo

Névoa intensa
Na venta tensa
Os vendados
Quem era escravo
Não vê seu senhor

Não demora nem tarda
Anda sem pressa a horda
Sem horas chegada

Quente entre as gentes
É o bom ar do entender
O calmo mar do viver
Sem ondas do engolir

Os desejos ensejos
Transmutados

Olhos enxergam alma
Cada parte de célula
Emite inteira
Nada escapa à derradeira
Claridade

Escapo um pouco
Nesse sonho romântico
Das nuances fétidas
Da humana realidade

Meu astronômico desejo
Ínfima antropo vontade
É sim um desvario
Uma ode à liberdade

Um comentário:

Deveras disse...

Belo poema... Odes para a liberdade serão sempre bem vindas.

ficanapaz

(Ah, e belo blog tb, rs)