Uma longa rua azulada
Ladeada de coqueiros
Onde meninos ligeiros
Arrancavam cocos com pedras
Caminhei nela por décadas
Entre poeira e buracos
Descalço n’alma
A entrecortá-la
Nos domingos a missa
Povo cavalos charretes
Balbúrdia imberbe
Severos senhores
De volta pra casa
Alegria de reencontros
Piscadelas guardadas
Coração tonto
Desatei alguns laços
Girei na roda dos caminhos
Abracei profissão
Consegui união e rebento
...revejo minha rua
Em visitas ligeiras
Espano a poeira
Das lembranças gostosas
Tem limo nas sarjetas
Asfalto no chão
Árvores podadas
Carros poluição
Ando de vagar
Rua afora indo embora
Levo cheiro aconchego
Um suspirar radiação
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
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