Já lhe disse em fluídos etéreos
Que lhe sou todo
E que minhas ânsias
É que me movem sobre geia
Cálice de toda embriaguez
Rio de todo narciso
Horizonte impreciso
De eras angelicais
Pena de todo poeta
Curva de toda reta
Alvo de toda seta
Luz de cada sol
Arco do meu triunfo
Proteção de meu zinco
Alvorada de todos os pássaros
Meu laço de arrebol
Profunda catraca paralisada
De meu anseio primeiro
Ao te ver fiquei cheio
E não quedo a esvaziar
Não te amo
Porque amar é humano
E ainda não criamos
Sentimento às deusas
Nomenclaturado
Sugas e me carregas
E saciado prossigo
No teu abrigo
Ó quem venero
domingo, 19 de agosto de 2007
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