domingo, 19 de agosto de 2007

Venerada

Já lhe disse em fluídos etéreos
Que lhe sou todo
E que minhas ânsias
É que me movem sobre geia

Cálice de toda embriaguez
Rio de todo narciso
Horizonte impreciso
De eras angelicais

Pena de todo poeta
Curva de toda reta
Alvo de toda seta
Luz de cada sol

Arco do meu triunfo
Proteção de meu zinco
Alvorada de todos os pássaros
Meu laço de arrebol

Profunda catraca paralisada
De meu anseio primeiro
Ao te ver fiquei cheio
E não quedo a esvaziar

Não te amo
Porque amar é humano
E ainda não criamos
Sentimento às deusas
Nomenclaturado

Sugas e me carregas
E saciado prossigo
No teu abrigo
Ó quem venero

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